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Três discos para ouvir ainda em 2017

Ex-titã lança registro solo, cantora exalta resistência gay e Chico volta à boa forma

imagem: reprodução

Paulo Miklos – A Gente Mora no Agora

Depois que abandonou os Titãs, em 2016, Paulo Miklos deu a entender que, pelo menos por enquanto, deixaria a música de lado e agarraria de vez sua elogiadíssima carreira como ator de teatro, TV e cinema. Nada disso. Em “A Gente Mora no Agora”, o cantor e compositor abriu seu coração de maneira única e, com parcerias com nomes como Erasmo Carlos, Emicida, Mallu Magalhães, além dos ex-companheiros de banda, Nando Reis e Arnaldo Antunes, produziu uma coleção de canções bastante coesa e em sintonia com os tempos em que vivemos. Vale ouvir.

Linn da Quebrada - Pajubá

Como é ser gay na periferia? Para Linn da Quebrada, artista paulistana que já foi Testemunha de Jeová, é uma questão de resistência. E em Pajubá, seu mais novo álbum, gravado de maneira 100% independente e, assim como tem feito Beyoncé, com um videoclip dedicado para cada faixa, a rapper mergulha fundo em questões fundamentais do universo LGBT, mesclando influências sonoras das religiões afro-brasileiras à coragem punk de se dizer o que deve ser dito sem meias palavras. Um disco urgente para os dias de hoje – e de sempre.

Chico Buarque – Caravanas

Seis anos após Chico, seu último registro em estúdio, o cantor, compositor e escritor carioca volta com força total em nove canções (sete inéditas, duas regravações) em seu 38º disco. Com produção elegante, arranjos sofisticados e um lirismo maduro, Chico Buarque reinventa seu papel na música popular brasileira contemporânea sem se arriscar em territórios alheios a seu inesgotável talento.